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A justiça no Reino de Deus (Mt 5, 17-37)

O exemplo de Jesus vem até nós e nos ensina a justiça do Reino de Deus, de amor incondicional aos irmãos e irmãs, em especial os mais simples.

Jesus não negou a Lei, Ele veio para mostrar sua eficiência, revelar seu Espírito. Sua orientação é para colocarmos a Lei e o ensinamento dos profetas a serviço da vida. Não permitamos que a vida esteja a serviço da Lei, seguindo regras que impeçam a prática da caridade.

Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo de Deus nos caminho para a sociedade mais justa, aquele que conduz para soluções construídas de modo coletivo, por setores mobilizados, a partir dos empobrecidos, sem voz e sem vez, mas que confiam na comunhão.

Precisamos pensar no significado de criar laços que perdurem. A humanidade poderia se iluminar como na singela história de Antoine de Saint-Exupery, “O pequeno príncipe”, onde em um diálogo entre o príncipe e a raposa, aprendemos sobre a importância das diversas formas de amor, principalmente a partir de nossos sentimentos mais humanos, aqueles que nos aproximam da grande graça de Deus.

O papa Francisco nos lembra que “cada criatura possui sua bondade e perfeição próprias”  (Carta Encíclica “Laudato Si” n.69, destacando o Catecismo da Igreja Católica n.339), e que “a interdependência das criaturas é querida por Deus. O sol e a lua, o cedro e a florzinha, a águia e o pardal: o espetáculo das suas incontáveis diversidades e desigualdades significa que nenhuma criatura se basta a si mesma. Elas só existem na dependência umas das outras, para se completarem mutuamente no serviço umas das outras” (“Laudato Si” n. 86, citando o Catecismo da Igreja Católica n. 340).

Para podermos ver bem precisamos do coração e devemos caminhar para uma harmonia que podemos construir a partir de relações mais saldáveis, pela compreensão daquilo que verdadeiramente importa, amar a Deus na pessoa do próximo, seja ele quem for.

Quando somos capazes de pensar corretamente, fazendo as escolhas certas, aquelas que não excluem ninguém, assumindo nosso sim para o bem que vem de Deus, negando aquilo que nos afasta da Graça divina, elevamos nossos sentimentos, mantemos a comunhão, somos envolvidos pelo Espírito Santo e assumimos uma ação na direção da construção do Reino de Deus, praticando sua justiça.

Assim a Palavra de Deus radicaliza nossos pensamentos, nossas escolhas e ações, até nosso âmago mais profundo. Deus conhece nosso sentir, nosso pensar e nosso agir, tudo está desvelado diante Dele. Portanto, irmãos e irmãs, vamos nos entregar no caminho de Jesus, oferecendo nossas vidas, dando-nos as mãos, esperando confiantes em sua infinita misericórdia, que pode nos humanizar integralmente em seu amor.