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Jesus não é um estranho ( Lc 24, 13 - 35)

Jesus é graça de Deus que podemos contemplar nas diversas faces humanas.

Deus realiza milagres ao longo de nossa história. Faz acontecer coisas formidáveis, fora do comum. Muitos destes sinais aconteceram quando Jesus, por força do Espírito Santo se encarnou, vindo ao mundo humano através do sim de Maria.

Maravilhas Deus fez em nosso favor. O Livro dos Salmos nos lembra que “Javé envolve seu povo, desde agora e para sempre” (Sl 125, 2). Da maravilha da criação do mundo (Gn 1,1) à maravilha maior da Salvação Deus não quer nossas lágrimas, gritos ou dores, mas quer renovar-nos por completo em seu Filho Jesus Cristo, pois ele é o princípio e o fim, fonte de água viva para quem tem sede (Ap. 21, 4-6).

Somos peregrinos viajando na imensidão da criação. Através da contemplação nos é dado conhecer, em parte, toda essa maravilhosa obra que é o universo e nosso planeta com tudo o que ele encerra. A busca pela verdade sobre o mundo e o ser humano é árdua, mas necessária.  Para isso precisamos guardar a Palavra de Jesus, tornar-nos seus discípulos, partilhar o pão alimento, o pão do amor, da esperança, dos sonhos. Nas palavras de Jesus: “se vocês guardarem a minha palavra, vocês de fato serão meus discípulos; conhecerão a verdade, e a verdade libertará vocês” (cf.Jo 8, 31b-32).

Jesus quer o rompimento com estruturas injustas de poder que oprimem e escravizam o povo. Em nossa sociedade sonhamos com reformas, mas aquelas que poderão trazer mais igualdade entre todos. As verdadeiras reformas devem quebrar regalias de pessoas ou de grupos que se perpetuam no poder, e resgatar aquelas que se encontram marginalizadas em relação aos diversos recursos trazidos pelos avanços do conhecimento humano e das novas tecnologias empregadas  no campo da educação, da saúde, do trabalho e da produção de bens e serviços.

Para reconhecer o caminho de Jesus, identificando suas pegadas é preciso saber partilhar. Hoje se fala tanto em seguir postagens em redes sociais, e muitas estão totalmente desprovidas de qualquer avaliação sobre sua importância. Quantas  vezes buscamos pelo desconhecido e não valorizamos o que está revelado? Será verdade que só somos capazes de dar valor àquilo que perdemos, ou àquilo que está fora de nós?  Jesus se deixa encontrar na mesa do Pão, da comunhão. Ele nos convida ao Banquete da vida.

Fonte inesgotável de graças seu Espírito Santo aquece os corações daqueles que o recebem para juntos caminharem na constante jornada de suas vidas. Sensação agradável é essa da presença de Jesus, ela sempre está se manifestando, mas precisamos apurar nossos sentidos para perceber a atuação de Deus em nossa história.

Os discípulos de Emaús fizeram a maravilhosa experiência da presença do Senhor, seus olhos se abriram e eles reconheceram Jesus (cf. Lc24, 31). Eles tiveram dificuldades em reconhecer a presença do Mestre na estrada, mas quando chegaram perto de seu destino, foram capazes de encontrá-lo no rosto do irmão pedindo-Lhe “fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando” (cf. Lc 24,29).

Assim, podemos dizer que a face de Jesus revelada em nossos irmãos e irmãs, hoje se encontra tão desfigurada e espera de nós um convite. São muitos e muitas passando por nós todos os dias. Precisamos deixar nosso coração “arder” e convidá-las de modo hospitaleiro para participarmos juntos da mesa do pão da vida.