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Algoritmos: onipresentes, oniscientes, onipotentes?

Com quem você compartilha seus sentimentos, anseios e desejos? Onde você encontra boa companhia, compreensão e afeto? No mundo real ou no virtual?

No Brasil – e no mundo – o Facebook está em primeiro lugar na lista de redes sociais mais usadas, com quase 90 milhões de usuários apenas em nosso país, seguido de Whatsapp e Youtube. Essas e outras redes estão onipresentes em smart-phones, smart-tvs, tablets, notebooks e demais equipamentos eletrônicos e cada vez mais ocupam o tempo e a atenção dos internautas.

Esses programas ou ferramentas se utilizam de potentes algoritmos para disponibilizar informações pré-selecionadas com base no comportamento do próprio usuário e da sua rede de relacionamentos (amigos). Assim, para exemplificar, o algoritmo do facebook é um recurso utilizado para, principalmente, determinar o que é postado em primeiro no seu feed da tela principal. Isso baseado em fatores individuais que levam em conta não apenas os interesses do usuário, mas o seu comportamento na rede, quanto tempo permanece em determinado tipo de postagem, o uso dos recursos disponíveis (como curtidas, compartilhamentos, etc.) e demais interações com seus amigos.

Em resumo: postou, pesquisou, curtiu, compartilhou, tudo isso vai orientando o algoritmo a organizar o seu próprio feed. Existem outros fatores utilizados para categorizar as postagens, para decidir o que é ou não importante para o usuário nesse ranking: famílias e amigos têm prioridade sobre páginas e empresas; o conteúdo, se informação ou entretenimento, também conta.

O algoritmo do Facebook procura conectar usuários que compartilhem de pontos de vista semelhantes, principalmente quanto a ideais políticos ou religiosos. Assim, a rede observa as tendências de interação do usuário e de seus contatos e prioriza postagens que reflitam algo no qual o mesmo também acredita. Com isso se criam bolhas, no campo da política, no campo da religião: o internauta tem a impressão de que a grande maioria ou o mundo inteiro pensa igual a si mesmo.

Outro algoritmo, do Google, sugere sites no resultado de buscas e disponibiliza banners comerciais personalizados em função dos interesses do usuário. Outro, no Youtube, propõe playlists de vídeos ou músicas personalizados, customizados de modo iterativo com o próprio usuário e suas preferências manifestadas em navegações e cliques anteriores, informação essa guardada de modo quase onisciente em poderosos servidores e gigantes bancos de dados dessas empresas. Ou seja, a impressão que se pode ter é que ninguém nos conheça mais intimamente do que o nosso computador e, mais ainda, em nossas mãos, o smart-phone. Nossas preferências e gostos pessoais, anseios, desejos secretos, necessidades mais profundas, falsas necessidades consumistas, etc.

Isso foi muito bem retratado no longa-metragem norte-americano de 2013 intitulado “Her” (no Brasil, “Ela”), uma comédia dramática, de ficção científica (será!?) e romance escrita, dirigida e produzida por Spike Jonze. O premiado filme é estrelado por Joaquin Phoenix que se apaixona por Samantha, ninguém mais ninguém menos que o sistema operacional, isto é, o algoritmo personificado de seu smart-phone na voz feminina e sensual de Scarlett Johansson. Se você ainda não assistiu, assista... você vai se apaixonar!

De fato, você poderá em certo sentido se auto-identificar como um ser humano cibernético ou, por outro lado, reconhecer o valor das pessoas na sua vida real. E, vou mais além, que tal abrir-se, em momentos de intimidade na oração, na meditação? Afinal, onipresente, onisciente e onipotente somente Deus!

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p.s. cada vez que você acessa, curte ou compartilha essa ou outras postagens da Rádio Magnificat nas suas redes sociais você alavanca a evangelização no mundo digital; isto é, faz com que aquilo que é importante para você vá ganhando visibilidade – e esse trabalho quem faz é o algoritmo – também nas redes dos seus familiares e amigos!