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Epitáfio

Já parou pra pensar na frase que você gostaria estivesse escrita sobre o seu túmulo, isto é, o seu epitáfio? Provavelmente algo que expressasse de uma maneira positiva a sua vida, a sua pessoa, de como você se enxerga.  Bom, o fato que é que geralmente a frase, se houver, virá das pessoas que ainda permanecerão vivas e que farão a encomendação da placa (e do corpo!). Então, vai prevalecer a percepção que as pessoas terão tido de você. E já que a ideia é refletir a vida, melhor merecer um epitáfio na linha do ser do tipo “esposa adorada”, “amigo fiel” do que na linha do fazer ou do possuir, do tipo “meu nome é trabalho”, “o homem mais poderoso da cidade”. Aliás, tem um ditado chinês sobre a morte que diz mais ou menos assim: “no final do jogo (de xadrez) o rei e o peão vão para a mesma caixa”.

A música “Epitáfio” da banda de rock nacional Titãs toca muito:

 

“Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer”...

Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr...

Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor...

 

Em vez de deixar esse balanço de vida para perto do suspiro final, podemos e devemos o quanto antes avaliar nossa maneira de passar por esse mundo. Vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, para que morramos como quem soube viver bem.

Em tempo: o epitáfio de Jesus na cruz foi escrito por Pôncio Pilatos, em grego, latim e hebraico, “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. Os chefes religiosos não gostaram muito, mas foi profético. De fato, ele era o Rei do Judeus e do alto da cruz por amor reinou sobre todo o mal, sobre todo o pecado e sobre a própria morte.