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Brasil: País das dificuldades, mas das possibilidades

Ela nasceu prematura de sete meses, ficou 28 dias internada para ganhar peso.

Sua família era desprovida de recursos econômicos e morava e mora na periferia de Ribeirão Preto.

Quando completou nove meses de vida foi abandonada pelo pai, mas a mãe levantou, sacudiu a poeira, deu a volta por cima e trabalhando como auxiliar de escritório e depois como operadora de caixa, conseguiu sustentar e educar a filha.

Batizada com o nome de Bruna, sempre estudou em escola pública e no ano passado, com 17 anos, teve a seguinte rotina: de manhã cursou o 3º ano do ensino médio na Escola Estadual Alberto Santos Dumont, à tarde estudava em casa e à noite frequentou um cursinho popular.

Estudava em média 10 horas por dia e como consequência se tornou manchete em todos os jornais do país: “negra, pobre, estudante da rede pública fica em 1º lugar em curso mais concorrido da FUVEST”. Manchete da Folha de São Paulo do dia 6 de fevereiro.

Bruna competiu com 6.800 candidatos e foi aprovada em 1º lugar no curso de medicina da USP de Ribeirão Preto

Não foi fácil, abriu mão de muitas coisas, priorizou sua carreira profissional, como ela mesmo disse, mas agora terá a possibilidade de conquistas maiores e penso que sua maior vitória foi ter fixado seu olhar na possibilidade e não na dificuldade.

A vida não é completamente determinada pelo ambiente externo e nem pela maneira como somos afetados pelas pessoas. O passado não determina nosso presente e nosso futuro, só se permitirmos.

 A vida de Bruna poderia ter sido diferente. Poderia ter engravidado aos 16 anos de um vendedor de maconha ou poderia assistir TV à tarde e ficar com os colegas à noite.

O que determina a nossa vida são as nossas escolhas, onde investimos o nosso esforço.

Que o exemplo da Bruna nos sirva de incentivo para vencermos os nossos limites e conquistarmos os nossos sonhos.